Sob o véu das estrelas eternas,
ergue-se o amor como chama imortal.
Mesmo quando a dor rasga o peito,
a esperança floresce em silêncio sagrado.
Ó deuses que guardam os portais do tempo,
não podem deter o destino dos amantes.
Pois além da morte, além da sombra,
há um reino onde dois corações se fundem.
Meu amor, minha tortura,
és também minha coroa e meu cântico.
No sopro das florestas cristalinas,
seremos luz que dança sem fim.
E quando o céu se abrir em auroras,
nossos espíritos cantarão como fogo,
livres da ausência, livres da distância,
unidos no mito que nunca se apaga.